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11 de Setembro: 25 anos
O veredicto histórico não é assim tão difícil. Tirando o estruturalismo mais empedernido, ou os últimos crentes nas filosofias da história que indicavam uma corrente irresistível empurrando tudo e todos, quer quisessem, quer não, para um destino inelutável comum, é uma posição perfeitamente razoável atribuir a um acontecimento tão denso e violento como o 11 de Setembro o estatuto de um separador de águas. O mundo hoje – e não apenas a sociedade americana – é muito diferente do que teria sido na ausência do ataque terrorista a Nova Iorque e a Washington. A pergunta seguinte “quão diferente?” é também
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Sócrates cansa-se…e já cansa
Cansaço. Foi essa a palavra que Sócrates atirou ao tribunal, como quem fecha uma porta a meio de uma pergunta incómoda. Cansaço, disse ele — depois de nove sessões a falar à vontade sobre tudo o que lhe interessava contar. O país, esse, está cansado há mais de dez anos, e ninguém lhe perguntou se queria uma pausa. Não há coincidências inocentes num homem que geriu, durante anos, os tempos e os silêncios do poder com mão de ferro. O cansaço apareceu mesmo quando as perguntas começaram a apertar. Nove sessões inteiras a discorrer sobre o que lhe convinha, e
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Dois preços, duas escolhas: o que estamos a pagar por viver em Portugal
Há números que não precisam de grandes explicações. Basta colocá-los lado a lado. Canárias: 1,499 euros por litro de gasolina sem chumbo.
Portugal: 2,013 euros. Uma diferença de 51,4 cêntimos por litro. Num depósito de 50 litros, são 25,70 euros a mais. Num ano de utilização regular do automóvel, a diferença pode representar centenas de euros para uma família. É claro que seria simplista atribuir toda esta diferença à fiscalidade. O preço dos combustíveis resulta das cotações internacionais dos produtos refinados, dos custos de transporte, armazenamento, distribuição e das margens dos diferentes operadores. Mas seria igualmente errado fingir que os impostos têm aqui
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Vinte cinco anos depois do 11 de setembro, duas lições
Os ataques criminosos da al-Qaida, visando deliberadamente um alvo civil, as Torres Gémeas (a par do Pentágono), a 11 de setembro de 2001, fizeram quase 3000 mortos. Foi um dos eventos marcantes do início do meu percurso de vida. Tinha estado no ano anterior em Nova Iorque e tinha adiado a visita às Torres Gémeas para uma oportunidade futura em que o tempo estivesse menos nublado, com o que aprendi a não adiar esse tipo de visitas. Marcou também o meu percurso no estudo dos conflitos armados. Foi uma das razões que me levaram a focar, no meu Doutoramento em
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Anúncios Políticos que servem o poder mas não a população
A dois meses das eleições intercalares nos Estados Unidos da América o Presidente norte americano Donald Trump prometeu oferecer cinco mil dólares a cada cidadão norte americano, a que chamou de “dividendo Trump”, se os republicanos as vencerem. A estratégia é simples mobilizar toda a base do seu eleitorado tentando caçar o maior numero de votos possível para a dita eleição. Nos Estados Unidos existem Leis Federais que proíbem exercer influencia nos resultados eleitorais, designadamente com recurso a compra de votos ou outras estratégias similares, como por exemplo promessas de emprego. O anúncio de Trump aproxima-se perigosamente do que é
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Será Luís Montenegro pior que António Costa
É complicado comparar pessoas diferentes perante situações diversas. Mas há pontos de análise em comum que nos permitem estabelecer uma ligação entre Costa e Montenegro. Ambos chegaram ao poder enfraquecidos. O primeiro porque perdera as eleições, o segundo porque teve uma percentagem baixa para o PSD e não muito diferente do de Rui Rio em 2022. Os dois tiveram de conquistar a legitimidade do poder a seguir às eleições. Daí as reversões de Costa e as benesses de Montenegro e que o actual primeiro-ministro repetiu na moção de censura de terça-feira. Tanto um como o outro sabem o que é
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Informalidade, uma questão aceitável e inevitável?
Desde a comissão parlamentar ao ministro Luís Neves, e das informalidades, que ficaram a nu, nas suas declarações, que esta temática será certamente uma das temáticas mais difíceis de entendimento para o cidadão comum. Existem diversos casos na administração pública nestas últimas décadas, que poderão causar algum incómodo para o simples cidadão que aguarda e tem esperança de que tudo seja feito de acordo com a lei e com o protocolo. Ora, determinadas soluções deverão sempre ser acompanhadas de procedimentos internos ou externos extremamente rigorosos e fiáveis em termos de informação documental. No entanto, todos reconhecemos que a máquina da
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Ex-ministro da Educação penitencia-se: «Por minha culpa, minha tão grande culpa»
João Costa, ex-ministro da Educação de má memória, fez mea culpa. À TSF reconheceu o óbvio: esteve oito anos e meio no Governo e seria “absolutamente irresponsável” não assumir a responsabilidade pelos maus resultados do PISA. Em seguida, com a mesma frase, desresponsabilizou o Governo actual: os resultados são de médio e longo prazo; “não é este o Governo que se deve sentir responsável”. A confissão chega tarde e chega selectiva. Assume o que os números já não deixam esconder. Recusa o que sempre recusou: prestar contas pela transformação ideológica da escola pública, feita à revelia das famílias, com despachos,
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Mercedes-AMG CLE 646 é uma bomba e só vão construir 30 unidades
A Mercedes, associada à AMG, tem o hábito de propor coupés desportivos, que associam estéticas agressivas e ousadas, a mecânicas possantes, mesmo que a denominação do modelo seja difícil (impossível?) de pronunciar para um leitor não germânico. O CLE 646 Spezialanfertigung adopta a carroçaria dos coupés da Classe E, mas devidamente aditivada com asas e alargamentos para que ninguém o confunda com um coupé normal, concebido apenas para ir às compras mas com voz grossa. O novo Mercedes-AMG CLE 646 é uma evolução do AMG CLE 53 4MATIC+, coupé que anunciava 449 cv que extraia do motor 3.0 com seis
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Há 25 anos foi ontem
No final de Fevereiro de 2001 fiz a minha primeira viagem de avião. Tinha 23 anos. Para a classe média não era assim tão incomum chegar aos vintes sem nunca ter andado de avião. É curioso porque na altura não me custou nada. Todas as horas passadas lá em cima foram sem sobressalto. Gostava de ter ficado com a sensação desse tempo, a de voar sempre sem preocupação. A primeira viagem de avião foram duas. Primeiro, uma escala na Alemanha (Frankfurt, acho). Creio que não chegou a três horas e a aterragem foi perfeita: calma, progressiva, solar, suave e serena.
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