Uma equipa de investigadores do Projeto RESTORE – REgenerative Sustainable TOurism embracing Rural Environment, Culture, and Communities esteve, ontem, no edifício da Junta de Freguesia de Frossos para partilhar, com a comunidade, os objetivos, as atividades e os resultados pretendidos com esta investigação científica, coordenada pela Universidade de Aveiro.
O Projeto RESTORE visa desenvolver e testar soluções para o turismo regenerativo em territórios rurais, promovendo a sustentabilidade, o bem-estar das comunidades e a valorização do património cultural e natural.
No Concelho, o projeto está a ser desenvolvido nos territórios de Angeja, São João de Loure e Frossos, envolvendo residentes, associações, agentes locais e visitantes num processo de investigação-ação que procura identificar oportunidades para promover um turismo mais sustentável, resiliente e gerador de benefícios para a população.
Elisabeth Kastenholz, coordenadora do projeto, realçou que a equipa de investigadores vai estudar os interesses e as motivações de quem visita os territórios, de forma a potenciar um turismo mais dinâmico e regenerativo, que valorize a cultura, o ambiente e a identidade local.
Neste projeto, o envolvimento dos agentes locais apresenta-se como fundamental, com o Centro de Interpretação da Pateira de Frossos a assumir-se como parceiro estratégico, dado o seu papel ativo na mudança cultural e social da comunidade.
“Temos um ecossistema com potencial”, frisou Elisabeth Kastenholz, sendo necessário criar as bases para um turismo capaz de trazer mais-valias para o território.
Carlos Coelho, Presidente da Câmara Municipal, referiu que o Projeto RESTORE é uma oportunidade para conhecer melhor o território, identificando e valorizando os elementos capazes de atrair um turismo de qualidade.
“Temos um potencial extraordinário”, salientou, mas alertou que o projeto só faz sentido se todos estiverem envolvidos.
Sandra Almeida, Vereadora do Ambiente e responsável pelo Centro de Interpretação da Pateira de Frossos, acrescentou que esta é uma oportunidade para as associações e coletividades congregarem esforços e desenvolverem atividades em parceria. “Não podemos trabalhar isoladamente; se queremos resultados em escala, temos de trabalhar em conjunto”, explicou.
Até à sua conclusão em 2028, o projeto RESTORE continuará a desenvolver diferentes ações de investigação e participação nos três territórios do Concelho, promovendo o envolvimento da comunidade e dos diversos agentes locais na construção de um modelo de desenvolvimento assente na sustentabilidade, na valorização dos recursos locais e no fortalecimento da identidade do território.
O Fórum da Maior Idade, na Gafanha da Nazaré, promove amanhã, dia 29 de outubro, entre as 10h00 e as 17h00, a Feira “Raízes do Futuro”.
A iniciativa pretende "aproximar a comunidade das questões ambientais, promovendo a sustentabilidade, a valorização dos recursos naturais e a partilha de conhecimentos e experiências". A Feira Raízes do Futuro "afirma-se como um espaço de encontro e aprendizagem, onde a experiência e a prática do passado se cruzam com novas ideias e soluções para um futuro mais sustentável".
Entre as propostas que integram a programação da Feira “Raízes do Futuro”, destaque para o projeto “Hospital das Plantas” que convida os participantes a trazerem as suas plantas para receberem aconselhamento sobre a identificação de problemas, a recuperação de plantas doentes e os cuidados de manutenção necessários e adequados.
Esta programação inclui ainda mais seis atividades de relevo: Troca Verde, um espaço dedicado à troca de sementes, plantas e fruta, incentivando a partilha de recursos e a valorização da biodiversidade; Oficinas de construção de cadernos artesanais e mini-jardins, dinamizadas pela CERCIAV e a oficina “Bomba de Sementes”, que desafia os participantes a descobrir formas criativas de promover a biodiversidade; Sensibilização ambiental relacionada com o mundo animal, uma atividade dedicada aos burros, dinamizada por Alexandre Pires; Economia circular, através da oficina “Do Óleo ao Combustível Verde”, da responsabilidade da PRIO e da associação BioLiving, que dá a conhecer o processo de valorização dos óleos alimentares usados e a sua transformação em biocombustível; Cinema Verde, com uma sessão dedicada a temáticas ambientais, uma exposição de trabalhos intitulada “Moinhos Estrambólicos” e oficinas de confeção de bolachas e salgados. Atuação da Universidade Sénior da Gafanha da Nazaré, com a “Dança do Mar”, promove a componente cultural na iniciativa.
A Feira “Raízes do Futuro” propõe igualmente um "Almoço Sustentável".
Psicomotricidade Summit 2026 reúne especialistas internacionais em Aveiro para debater saúde mental, neurodesenvolvimento e envelhecimento.
Encontro realiza-se a 13 e 14 de novembro e promove a partilha de conhecimento entre psicomotricistas, profissionais de saúde e de educação com a participação dos especialistas internacionais Juan Mila, do Uruguai, e Mauro Vecchiato, de Itália.
O Centro de Congressos de Aveiro acolhe a terceira edição do Psicomotricidade Summit, um encontro dedicado à intervenção psicomotora e ao seu contributo nas áreas da saúde mental, do neurodesenvolvimento e do envelhecimento.
O evento reúne psicomotricistas, médicos, terapeutas, psicólogos, professores e outros profissionais para discutir abordagens clínicas, partilhar experiências e refletir sobre os desafios da intervenção ao longo da vida.
Entre os destaques do programa estão o Prof. Dr. Juan Mila, do Uruguai, nome incontornável da psicomotricidade e Honoris Causa pela Organização Internacional de Psicomotricidade e Relaxação, e o Prof. Dr. Mauro Vecchiato, de Itália, fundador da Associação Italiana de Psicomotricidade Relacional, duas referências internacionais na área da intervenção psicomotora.
A sua participação reforça a dimensão internacional do encontro e a oportunidade de contacto com diferentes perspetivas e práticas profissionais.
Sob o tema «Os Trilhos da Intencionalidade Psicomotora», esta edição centra-se na importância de uma intervenção ajustada às necessidades de cada pessoa e na articulação entre diferentes áreas do conhecimento.
A saúde mental, as perturbações do neurodesenvolvimento e os desafios associados ao envelhecimento exigem respostas que considerem não apenas as dimensões físicas e cognitivas, mas também as componentes emocionais, relacionais e sociais.
“Estamos muito entusiasmados com esta edição porque conseguimos reunir um conjunto muito relevante e diversificado de especialistas nacionais e internacionais. A saúde mental e o envelhecimento são temas de grande importância nos dias de hoje, e a psicomotricidade pode desempenhar um papel relevante na promoção do bem-estar e da qualidade de vida das pessoas”, afirma Sara Duarte, psicomotricista e fundadora do Psicomotricidade Summit.
O programa organiza-se em torno de quatro áreas de intervenção clínica e pedagógica.
Intervenção precoce e neurodesenvolvimento infantil, com enfoque no desenvolvimento e nas necessidades das crianças; Saúde mental e autorregulação, abordando a relação entre o corpo, as emoções e o comportamento; Gerontologia e envelhecimento ativo, centrada nos desafios da intervenção junto da população idosa e Educação e inclusão escolar, com destaque para as respostas às diferentes necessidades em contexto educativo são as quatro áreas em destaque.
A articulação entre especialidades é outro dos eixos do encontro.
A intervenção psicomotora pode integrar-se no trabalho desenvolvido por equipas multidisciplinares, em colaboração com áreas como a Medicina, a Psicologia, a Terapia Ocupacional, a Terapia da Fala e a Educação Especial.
“A intervenção psicomotora ganha em trabalhar em articulação com outras especialidades. O objetivo é promover a partilha de conhecimento e reforçar a colaboração entre os profissionais que acompanham a pessoa nas diferentes fases da vida”, destaca a organização.
O Psicomotricidade Summit dirige-se a profissionais e estudantes das áreas da saúde, da educação e da intervenção terapêutica interessados na atualização científica e na partilha de práticas. Mas envolve também a comunidade e todos os interessados em saber mais sobre o tema.
Além das sessões principais, existe uma área de acesso gratuito com sessões paralelas, área de exposições e parceiros, dedicada às famílias e a todos que queiram saber mais sobre o tema.
Alunos da Gafanha da Nazaré apresentam no App Start Up uma solução de comunicação inclusiva.
O App Start Up é uma iniciativa do CDI Portugal que procura criar oportunidades para apoiar o desenvolvimento de projetos desenvolvidos por jovens no âmbito da Apps for Good.
Depois de conquistar o 3.º prémio na categoria Ensino Secundário da 12.ª Edição do Apps for Good, a equipa da Escola Secundária de Gafanha da Nazaré apresenta o projeto Black Glove na 8.ª Edição do App Start Up, a 29 de outubro, em Lisboa.
Este projeto vai ser apresentado esta quinta, dia 29 de outubro, às 15h00, na Kyndryl, empresa global de serviços tecnológicos e entidade parceira do Apps for Good.
Alinhado com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 10 — Redução das desigualdades, o Black Glove propõe uma solução para facilitar a comunicação de pessoas surdas, cegas e surdocegas.
Recorrendo a luvas, o projeto procura traduzir Braille e língua gestual, e vice-versa, contribuindo para a inclusão, a autonomia e a igualdade de oportunidades.
O App Start Up é uma iniciativa do Apps for Good, programa educativo do CDI Portugal que desafia os alunos a criar soluções tecnológicas para problemas reais.
O evento aproxima equipas que já participaram no programa de empresas, incubadoras e investidores, criando oportunidades para apresentar as suas ideias e explorar formas de as desenvolver profissionalmente, através de mentoria, formação ou apoio financeiro.
Para João Baracho, diretor-executivo do CDI Portugal, “o App Start Up ajuda os alunos a dar o próximo passo: apresentar as suas soluções a profissionais, testar as ideias e perceber que apoios podem ter para transformá-las em projetos mais robustos. O contacto com empresas, incubadoras e investidores pode abrir caminhos concretos para que estas ideias continuem a crescer e a responder a necessidades reais”.
Aradas celebra os 190 anos de freguesia em gala comemorativa e distingue Ribau Esteves com a medalha de ouro da freguesia.
Iniciativa da Junta de Aradas está marcada para dia 6 de novembro, a partir das 20h30, na Casa de Música.
Na mesma sessão António Santos receberá a Medalha de Bons Serviços Prestados como coveiro – ofício que herdou do pai – desde o início do século; Professor Doutor Amadeu Soares (Medalha de Mérito), cuja homenagem reconhece um percurso de mérito científico e académico, a formação de sucessivas gerações de investigadores e um contributo duradouro para o conhecimento e a preservação do património natural e Catarina Semedo Madaíl de Oliveira (Medalha de Mérito) que, com apenas 24 anos, distingue-se por um percurso que alia a formação em Medicina à defesa dos direitos humanos, à participação cívica e à cooperação internacional.
Cerimónia abre com concerto inédito da Orquestra Filarmonia das Beiras.
Trata-se de uma oferta da Orquestra residente que irá celebrar “a música clássica e a sua capacidade de emocionar e inspirar, sendo metáfora de tão nobre momento e respetivas homenagens, expressão da mais alta concretização de uma comunidade”.
Sob a direção do prestigiado maestro Bruno Borralhinho, que assume também o papel de solista em violoncelo, o programa inclui o Concerto para Violoncelo e Orquestra em Ré Maior, atribuído a Joseph Haydn, numa versão associada a Giovanni Battista Costanzi.
Esta obra destaca o diálogo entre o virtuosismo do solista e a expressividade da orquestra.
O espetáculo inclui também a célebre Sinfonia n.º 6, Pastoral, de Ludwig van Beethoven, uma obra que evoca a beleza da natureza e a ligação do compositor ao mundo natural.
O presidente do Illiabum afirma-se tranquilo com o arranque de época da equipa sénior marcado por aproveitamento de 50% em quatro jornadas.
Venceu duas partidas em casa e perdeu duas fora de Ílhavo.
A derrota mais pesada aconteceu este fim de semana em São Paio de Gramaços.
Bruno Bizarro lembra que o clube fechou um ciclo de três anos sob o comando de Carlos Fechas e com renovação profunda de plantel.
Acredita que com tempo será possível tornar a formação num dos candidatos aos primeiros lugares (com áudio)
O Illiabum defronta o Galitos no sábado às 16h em dia marcado pela caminhada solidária dedicada à luta contra o cancro.
Outubro Rosa e Novembro azul inspiram a ação deste sábado logo depois do jogo.
Como forma de chamar a atenção para a importância dos rastreios e da luta contra o cancro, o clube de Ílhavo dá força às campanhas temáticas de alerta sobre cancro da mama e cancro da próstata.
Bruno Bizarro adianta que se trata de um momento especial nas ações de responsabilidade social (com áudio)
A caminhada passa por diferentes áreas da cidade de Ílhavo e permite angariar fundos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Passeio até ao parque da Murteira na Vista Alegre em momentos de convívio.
A entrevista de Bruno Bizarro ao programa "Segunda Parte" pode ser escutada na íntegra num depoimento que começa com a explicação sobre as mudanças na Proliga, campeonato de série única nacional (com áudio).
Os Sopa d’Urso regressam com “Vida na Estrada”, primeiro single de antecipação ao segundo álbum de originais, “Litoral Morte”, com lançamento marcado para 11 de dezembro.
A nova canção, cuja estreia está prevista para o final de outubro, assinala uma nova etapa no percurso da banda de Aveiro, formada em 2019, e desenvolve uma reflexão sobre a tensão permanente do quotidiano, os desencontros afetivos e a dificuldade de encontrar estabilidade num mundo marcado pela velocidade e pela imprevisibilidade.
Projeto nasceu inicialmente com Xavier Santos na guitarra, Daniel Fernandes no baixo, Pedro Coelho na bateria, Luís Batista na voz e Ricardo Sequeira nos teclados.
No ano seguinte, os Sopa d’Urso editaram “Colher de Pau”, o seu primeiro álbum, estabelecendo as bases de um percurso que viria a atravessar um período de transformação após a pandemia.
Essa nova fase trouxe alterações à formação, com Pedro Serrão a assumir a voz e a entrada de Sean Kong e Eduardo Santos para a componente de teclados.
As mudanças permitiram reorganizar e ampliar as possibilidades instrumentais do grupo, acompanhando a evolução de um projeto que chega agora ao segundo longa-duração, sete anos depois da sua criação.
“Litoral Morte”, com edição agendada para 11 de dezembro, surge como o próximo passo desse percurso, depois de um primeiro disco lançado em 2020 e de um período marcado pela renovação da formação.
A banda prepara ainda outras novidades até à chegada do álbum, prolongando a apresentação de um trabalho cujo primeiro avanço coloca em evidência a relação entre a experiência individual, o caos emocional e a procura de novos caminhos.
Em “Vida na Estrada”, essa procura desenvolve-se sem a promessa de um destino definido.
Entre a culpa, a instabilidade das relações e a possibilidade de encontrar novos territórios a partir do desconhecido, os Sopa d’Urso apresentam uma canção que transforma a viagem numa imagem da própria condição humana, marcada pelo movimento contínuo e pela dificuldade de controlar aquilo que acontece ao longo do percurso
Construída a partir de uma narrativa fragmentada, onde o surrealismo e o caos assumem um papel central, “Vida na Estrada” transforma a experiência de viver numa viagem frenética, atravessada por acontecimentos e emoções que nem sempre obedecem a uma lógica racional.
A estrada surge como metáfora para um percurso em constante movimento, no qual as relações começam e terminam enquanto a vida prossegue, independentemente da capacidade de compreender ou acompanhar tudo aquilo que acontece.
É nessa sucessão de encontros, ruturas e mudanças que a canção encontra o seu ponto de partida.
Os Sopa d’Urso exploram a forma como as relações humanas podem intensificar a sensação de instabilidade, sobretudo quando os sentimentos entram em conflito com a razão e as experiências deixam de encontrar uma sequência clara.
A viagem deixa, assim, de representar apenas uma deslocação entre dois lugares para se transformar num espaço de confronto com a incerteza, a memória e as consequências das escolhas individuais.
A culpa e o desencontro atravessam também o universo de “Vida na Estrada”, numa reflexão sobre a procura permanente de sentido perante experiências que nem sempre oferecem respostas.
A canção aproxima sentimentos contraditórios, colocando lado a lado o desejo de encontrar uma direção e a atração pelo desconhecido.
O vazio, habitualmente associado à ausência ou à perda, assume aqui uma dimensão diferente: pode representar o ponto de partida para novas possibilidades, mesmo quando estas permanecem indefinidas.
Esta relação entre movimento e desorientação encontra expressão na própria estrutura conceptual do tema.
Em vez de apresentar uma narrativa linear, com um princípio e um desfecho claramente identificáveis, “Vida na Estrada” organiza-se através de fragmentos e imagens que procuram traduzir a natureza imprevisível da experiência emocional.
O surrealismo funciona, neste contexto, como uma forma de representar aquilo que escapa à explicação racional, aproximando a escrita da intensidade e da confusão que acompanham determinados momentos da vida.
A tensão constante do quotidiano constitui outra das dimensões centrais do single.
Num contexto em que as exigências, as relações e as decisões parecem suceder-se sem interrupção, a ideia de uma viagem sem destino evidente traduz a dificuldade de encontrar momentos de estabilidade.
O movimento torna-se simultaneamente uma condição inevitável e uma fonte de inquietação, fazendo da estrada um lugar onde coexistem a possibilidade de descoberta e o receio perante aquilo que ainda não se conhece.
Com “Vida na Estrada”, os Sopa d’Urso introduzem o universo de “Litoral Morte”, um álbum que representa o segundo capítulo discográfico de uma banda cujo percurso tem sido marcado por diferentes fases e mudanças na formação. O single apresenta-se como uma primeira aproximação a uma identidade criativa onde a experimentação, a ambiguidade e a liberdade de construção artística ocupam um lugar importante, abrindo caminho a um trabalho que será revelado integralmente em dezembro.
A Companhia Jovem de Dança apresenta duas peças de Rui Horta este fim-de-semana em Ílhavo.
Esta sexta-feira, dia 30 de outubro, a partir das 22h00, a Casa da Cultura de Ílhavo acolhe a estreia da revisitação da obra de Rui Horta pela Companhia Jovem de Dança de Ílhavo (CJDI).
As duas peças revisitadas, “Wolfgang, bitte…” e “Ordinary Events”, de 1991, repetem no sábado, 31 de outubro, às 17h00, no contexto da Milha - Festa da Música e dos Músicos de Ílhavo.
A CJDI desafiou o coreógrafo, uma das maiores referências da dança tanto a nível nacional, como internacional, a revisitar e a interrogar a própria obra, com um conjunto de intérpretes mais jovens que as próprias peças, também eles desafiados a testar os limites dos seus corpos, considerando a exigência física e técnica das peças.
“Wolfgang, bitte…” (33 minutos) foi distinguida com o Grand Prix do Concurso de Bagnolet, e “Ordinary events” (16 minutos), que é apresentada pela primeira vez, esta sexta-feira, em território nacional, foram criadas para o S.O.A.P. Dance Theatre Frankfurt numa fase em que Rui Horta residia na Alemanha.
Desde julho, a Companhia Jovem de Dança de Ílhavo, que este ano reúne 18 intérpretes, em parceria com as escolas de dança do município de Ílhavo (IP Arabesque, Casa do Povo da Gafanha da Nazaré e FullDance Studio) ensaia, cria e reinventa em conjunto com Allan Falieri, responsável pela remontagem das peças, e de Luiz Antunes, diretor artístico e pedagógico da Companhia.
Sobre as peças, o coreógrafo, bailarino e programador Rui Horta reconhece que foram obras fundamentais no seu percurso.
“Wolfgang, bitte…”, que venceu o concurso de Bagnolet, o mais prestigiado prémio internacional de dança contemporânea, contribuiu decisivamente para aquele que viria a ser o seu percurso internacional.
O espetáculo reflete sobre a vida de Wolfgang Amadeus Mozart, um dos mais reconhecidos compositores da História, e das suas dificuldades para, apesar disso, subsistir financeiramente.
“De um lado, a obra monumental; do outro, a urgência quotidiana”, afirma Rui Horta.
Já “Ordinary Events”, também de 1991, que estreou apenas alguns meses depois da peça anterior, nasceu no contexto de um programa conjunto entre o S.O.A.P Dance Theatre Frankfurt e a companhia de dança da Ópera de Frankfurt, dirigida por William Forsythe, e “foi criada para uma gala de solidariedade para com as vítimas da SIDA, que atingia de forma particularmente devastadora a comunidade artística”, recorda o coreógrafo.
O espetáculo reflete sobre o quotidiano frio, repetitivo e mecânico que rege as vidas do contexto urbano.
A peça marca uma exploração mais radical dos limites de um corpo, levado até ao limite das suas possibilidades, tendo sido criada numa residência na montanha, em Macolin, perto de Neuchâtel, num centro de treino dos atletas suíços de alta competição, mimetizando a sua fisicalidade mais veloz e violenta.
A revisitação da obra de Rui Horta, que antecipa a celebração dos seus 70 anos, conta com a interpretação de Alice Alves, David Peixinho, Dilúvio, Gabriel Rodrigues, Inês Oliveira, Inês Pais, Ivy Thurler, Laura Ribeiro, Margarida Dória, Maria Leonor Aguiar, Maria Miguel Ferreira, Maria Rosa, Mateus Cardoso, Rosa Ramos, Sara Machás Perez, Sofia Marques, Sofia Tavares e Vasco Felícia.
A remontagem e execução dos figurinos de “Wolfgang, bitte...” é do criador ilhavense Joel Reigota.
Kathy Brunner é autora dos figurinos de “Ordinary Events”, com remontagem e execução de Daniel Vaz e Beatriz Morais nesta revisitação.
A Companhia Jovem de Dança de Ílhavo foi criada em 2020, pelo 23 Milhas, projeto cultural do Município de Ílhavo, com o espetáculo “A Ria Gela a Partir das Margens”, do coreógrafo Luiz Antunes, que assume desde então a direção artística e pedagógica da Companhia.
Desde então, já apresentou “5280 pés” (2021), “Avalanche” (2022), “AAAAHHHH!!!! Exercícios para a desobediência” (2023), “GINECEU” (2024) e “15 a 20 vezes por minuto” (2025).
A C2 Capital Partners investiu na EDMTECH, empresa portuguesa especializada no desenvolvimento e produção de baterias e de soluções tecnológicas para os setores da mobilidade elétrica, smart cities e indústria.
Fundada em 2011 e sediada em Oiã, Aveiro, a EDMTECH conta com mais de 50 colaboradores e está presente em vários mercados europeus, como Espanha, França, Bélgica, Países Baixos, Itália, Alemanha e Reino Unido.
O investimento permitirá reforçar esta presença internacional e apoiar a entrada em novos mercados.
A empresa desenvolve soluções integradas que abrangem toda a cadeia de valor, desde a especificação técnica e a engenharia até à prototipagem laboratorial, produção industrial e serviços de reutilização de baterias.
Integra tecnologias próprias, nomeadamente sistemas de gestão de baterias (BMS), que monitorizam e controlam o seu funcionamento, e soluções de conectividade e acompanhamento remoto baseadas na Internet das Coisas (IoT).
A operação permitirá igualmente impulsionar a entrada em novas áreas de negócio, nomeadamente nos segmentos das energias renováveis e da defesa, bem como concretizar um plano significativo de investimento em investigação, desenvolvimento e inovação.
Este programa inclui a criação de novos produtos e tecnologias, a modernização de processos produtivos e a implementação de novas capacidades industriais e tecnológicas.
Este percurso é também acompanhado pela conclusão da nova fábrica da EDMTECH em Anadia, concebida para combinar inovação industrial no desenvolvimento e produção de baterias com plena autonomia energética.
As novas instalações permitirão reforçar a capacidade industrial e tecnológica da empresa, reunindo engenharia, desenvolvimento e produção num espaço preparado para responder a projetos de maior dimensão e complexidade.
“A EDMTECH reúne um conjunto de características que valorizamos particularmente: uma forte componente tecnológica, capacidade de inovação, competência industrial e uma visão ambiciosa para o futuro. Acreditamos que o mercado do armazenamento de energia e das soluções avançadas para mobilidade e indústria apresenta um enorme potencial de crescimento, e estamos entusiasmados por poder apoiar a EDMTECH na concretização da sua estratégia de expansão e desenvolvimento”, afirma Beatriz de Sousa Rocha, Executive Director of Investments da C2 Capital Partners.
Por sua vez, Paulo Alves, CEO e fundador da EDMTECH, sublinha a importância deste passo.
“Contamos já com uma equipa de elevada competência técnica e capacidade de inovação. O apoio da C2 Capital Partners vem reforçar esta base com os recursos necessários para acelerar o nosso crescimento de forma sustentada e organizada, expandir a nossa presença internacional e continuar a desenvolver soluções tecnológicas diferenciadoras para os nossos clientes.”
Com este investimento, a C2 Capital Partners desenvolve a sua aposta em empresas portuguesas com elevado potencial de crescimento, forte componente exportadora e capacidade de desenvolvimento tecnológico, contribuindo para a criação de valor sustentável e para o fortalecimento do tecido empresarial nacional.
A placa de comando Voronoi, da OLI, venceu nos Estados Unidos da América o DPHA Product of the Year Award 2026, na categoria de Inovação.
Desenvolvida em parceria com a Universidade de Aveiro, a solução distingue-se pela engenharia industrial e materiais de menor impacto ambiental, reforçando o reconhecimento internacional da inovação portuguesa no setor da casa de banho.
A Voronoi é fabricada em BIO ABS, com 50% de matérias-primas provenientes de fontes renováveis de origem biológica, como plantas, algas e resíduos orgânicos, reduzindo, assim, a dependência de recursos de origem fóssil.
Inspirada no diagrama matemático de Voronoi - uma estrutura presente em vários padrões da natureza -, a placa apresenta uma geometria facetada que cria profundidade e jogos de luz e sombra, cujos vincos estruturais permitem reduzir em 20% a utilização de matéria-prima, mantendo a resistência e a durabilidade necessárias para uma utilização diária.
Disponível em oito tonalidades, inspiradas em elementos da natureza - Pure Glacier, Forest Terra, Arabic Stone, Burnt Terra, Urban Concrete, Organic Gold, Dark Carbon e Raw Umber -, a Voronoi incorpora a cor diretamente no polímero, dispensando os acabamentos metalizados convencionais, mais poluentes e prejudiciais ao ambiente. Esta opção simplifica o processo produtivo e contribui para reduzir o impacto ambiental associado ao produto.
De referir que a Voronoi foi desenvolvida no âmbito do projeto OLIPUSH, integrado na Agenda ILLIANCE e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), resultando da colaboração entre a indústria e a academia.
O prémio atribuído à Voronoi é promovido pela Decorative Plumbing & Hardware Association (DPHA), uma das principais associações norte-americanas do setor de equipamentos para casas de banho e cozinhas, canalização decorativa e ferragens.